Presidente 40

por Vera Magalhães

 

PT-SP busca aproximação com Dilma

Sérgio Lima/Folhapress

O PT de São Paulo espera contar com Dilma Rousseff na abertura do encontro de todas as macrorregiões do Estado na sexta-feira, na cidade paulista de Sumaré, na região de Campinas.

O convite à presidente para a abertura da reunião, que vai traçar a estratégia do partido para as eleições de 2012, é uma tentativa do PT de se aproximar mais de Dilma, e de tentar aplacar a disputa interna que atinge principalmente a bancada petista na Câmara dos Deputados.

O encontro deve reunir 1.700 pessoas. Além de Dilma, são esperados vários ministros e o ex-presidente Lula, no sábado.

A ideia é estabelecer um cronograma comum aos mais de 600 municípios de São Paulo para o lançamento de candidaturas, e deixar clara a orientação de, em locais estratégicos, abrir mão de ter candidato próprio em nome de uma política de alianças estadual. O PT encara o sucesso nas urnas em 2012 como um termômetro de suas chances de acabar com a hegemonia tucana no Estado.

Por tudo isso, a ida de Dilma a Sumaré é vista como uma chance de mostrar, na prática, a disposição da presidente a participar mais ativamente da articulação política, que ela própria expressou na segunda-feira, ao dar posse à nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti --também convidada para o encontro paulista.

Escrito por Vera Magalhaes às 14h16

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Gleisi negocia Código Florestal no Senado

Folhapress

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, está ajudando na negociação para a votação do Código Florestal no Senado, Casa da qual é oriunda. A atuação mostra que, por mais que diga que atuará como "gestora", Gleisi deve ajudar Ideli Salvatti a tarefa de articulação política do governo.

Ela tem chamado os senadores em seu gabinete para tentar fechar um acordo que retire do texto aprovado na Câmara os pontos considerados mais negativos pelo governo --como a possibilidade de os Estados legislarem sobre questões ambientais.

Diferentemente do tom de Dilma Rousseff em jantar há duas semanas com a bancada do PT no Senado, em que ameaçou vetar tudo que contrariasse o governo, Gleisi tem procurado senadores de forma pluripartidária para tentar construir um consenso, ainda que o Executivo ceda em alguns aspectos.

Gleisi tem procurado os senadores de forma independente das bancadas. Depois de falar com representantes do PT, ela espera contar com figuras como Luiz Henrique (SC), que será um dos relatores do Código, e Blairo Maggi (PR-MT), que tenta se firmar como uma espécie de "ruralista light", mais próximo das ONGs ambientalistas, em contraposição à liderança de Kátia Abreu (PSD-TO).

Os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também fazem parte da tropa que Gleisi tenta arregimentar para construir uma proposta de acordo para o Código Florestal.

Escrito por Vera Magalhaes às 16h35

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Crise dos bombeiros abala apoio do PT a Cabral

Eduardo Naddar/Folhapress


A crise desencadeada pela decisão do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), de manter presos 429 bombeiros e 2 policiais que invadiram o quartel central da corporação no dia 3 abalou o apoio do PT ao peemedebista.

O grupo foi libertado no sábado graças a um habeas corpus impetrado pelo deputado federal Alessandro Molon (PT).

O projeto de lei que dá perdão criminal e administrativo aos bombeiros foi apresentado pelo senador Lindbergh Farias, também petista.

No domingo, a manifestação de apoio aos bombeiros que reuniu cerca de 20 mil pessoas no Rio contou com a presença dos dois parlamentares e de vários representantes do PT.

Embora ainda não falem em rompimento, os petistas admitem que o que consideram uma reação "arbitrária" de Cabral ao movimento dos bombeiros por maiores salários causou um abalo no apoio do partido ao governador.

Depois de mais de uma semana de tensão e de um forte desgaste de imagem, Cabral teve de ceder e, além de soltar os bombeiros, anunciou que enviará mensagem à Assembleia Legislativa propondo que 30% do valor do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, arrecadado com a taxa de incêndio, seja usado no pagamento de gratificações.

Também decidiu antecipar um reajuste de 5,8%, que antes seria escalonado entre julho e dezembro. Somado aos reajustes de janeiro a junho, representará um aumento de 11,5% neste ano. O piso final, de R$ 1.265, ainda ficará aquém dos R$ 2.000 reivindicados pela categoria.

A decisão de negociar foi tomada a partir de pesquisas que mostraram forte apoio da população aos bombeiros e rejeição à atitude de Cabral.

Escrito por Vera Magalhaes às 15h04

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

PSDB fará homenagem a FHC dia 30

Lula Marques/Folhapress

Fernando Henrique Cardoso disse a amigos e a correligionários que só queria comemorar o aniversário de 80 anos uma vez --na festa que acontece na noite desta sexta-feira na Sala São Paulo.

Mas o PSDB programou para o dia 30 uma homenagem política ao ex-presidente, que acontecerá no auditório Petrônio Portella, no Senado.

Estarão presentes expoentes políticos de vários partidos. O PSDB prepara um vídeo em homenagem a FHC e uma publicação sobre seus oito anos de governo.

A abertura das comemorações foi na segunda-feira, num almoço para poucos amigos na casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no Rio.

Na ocasião, um bem-humorado FHC brincou com a idade: "Esse negócio de 80 anos é mentira do PT. Vou fazer 70".

Escrito por Vera Magalhaes às 20h20

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

As belas assessoras de Ideli

Folhapress

Petistas e peemedebistas se dividem na avaliação de Ideli Salvatti na articulação política. Para uns, ela é truculenta, inábil, não sabe negociar.

Para outros, amadureceu depois de oito anos no Congresso e está pronta para assumir a função.

Mas uma observação entre maldosa e brincalhona é comum aos dois partidos e também a jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto: a catarinense se notabilizou pelo time de belas assessoras que montou no Congresso.

Na CPI dos Correios, Camila Amaral, então assessora de imprensa de Ideli, foi parar na capa da revista "Playboy".

Alan Marques/Folhapress

Três anos depois, na CPI dos Cartões Corporativos, foi a vez da advogada Maria Victoria Hernandez (foto acima), então assessora jurídica da liderança do PT no Senado, virar a "musa" da CPI dos Cartões Corporativos.

Camila hoje trabalha como editora no SBT. Já Victoria vai reencontrar a antiga chefe no Palácio: hoje é chefe de gabinete do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), um dos poucos homens num palácio agora dominado pelas mulheres.

Escrito por Vera Magalhaes às 17h33

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Dilma faz minirreforma ministerial

Folhapress

Cinco meses depois de assumir, Dilma Rousseff teve de promover o que não queria, uma minirreforma ministerial.

A completa impossibilidade de manter Antonio Palocci no cargo após a perda de sustentação política do superministro obrigou também à troca na pasta das Relações Institucionais, que funcionava nesse governo como um apêndice da Casa Civil.

Dilma preferia ir segurando Luiz Sérgio por algumas semanas, para justamente não configurar uma reforma no primeiro escalão em tão pouco tempo.

Mas aí o mesmo PT que derrubou Palocci se pôs em marcha batida para apear também o responsável pela articulação política.

Sem cerimônia, deputados e senadores se reuniram durante dois dias para decidir quem seria o "melhor nome" para a pasta, como se esta fosse uma capitania hereditária.

Um dos líderes do movimento, inclusive, era ao mesmo tempo o candidato número 1 ao posto: Candido Vaccarezza.

Sinal de que o partido ainda precisa fazer um workshop para conhecer sua presidente.

Mais: para se credenciar junto ao PMDB, negociava seu atual cargo, a liderança do partido na Câmara --cuja prerrogativa é da presidente--, com o partido.

Dilma se enfezou com o apetite e, mais uma vez, deu à situação uma solução própria, nomeando Ideli Salvatti.

E o que fazer com a Pesca? Numa solução para lá de heterodoxa, Dilma ofereceu a pasta ao demissionário Luiz Sérgio. E ele, de forma mais surpreendente ainda, aceitou.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 15h36

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Planalto já faz sondagem sobre Ideli na coordenação

Elza Fiúza/Agência Brasil

O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) deve se encontrar entre hoje à noite e amanhã com a presidente Dilma Rousseff para entregar o cargo.

Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura a que o ministro foi submetido pelo PT, que conspirava abertamente inclusive para indicar seu sucessor, o próprio Luiz Sérgio disse que a situação ficou insustentável e decidiu pedir demissão.

Na tarde desta quinta-feira ele está no Rio de Janeiro e a presidente, em Santa Catarina.

Numa demonstração de que não pretende se curvar ao lobby do PT da Câmara, que se movimenta há vários dias para indicar Cândido Vaccarezza ou Pepe Vargas para o lugar de Luiz Sérgio, Dilma mandou assessores palacianos sondarem os senadores da bancada sobre o nome da ministra da Pesca, Ideli Salvatti.

Se confirmada a escolha de Ideli, que nunca foi deputada e tem pouquíssimo trânsito na Casa e no PMDB, Dilma repetirá o movimento que fez na indicação de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil: uma escolha solitária, como a dizer que não aceitará tutela dos partidos, notadamente do PT.

Na manhã desta sexta, os deputados petistas procuraram fazer uma articulação com os senadores da legenda pela indicação de Vaccarezza. Um dos procurados foi Lindbergh Farias, que, assim como o atual ministro, é do Rio. Luiz Sérgio acusa o correligionário de ser um dos cabeças do processo de fritura ao qual está sendo submetido.

A articulação chegou ao conhecimento do Planalto e de Dilma, que tem se queixado da desenvoltura com que o PT pretende indicar seus assessores diretos.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 17h11

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

O risco de só trocar de garçom

Folhapress

Uma análise mais detida da lista dos nomes "mais cotados" mostra que não será tarefa fácil substituir o ministro Luiz Sérgio na articulação política do governo.

Não que ele esteja desempenhando bem o papel --este blog foi um dos primeiros a apontar, há algumas semanas, as dificuldades que ele enfrenta para ter trânsito no Congresso, o "be-a-bá" de seu cargo.

Mas porque os nomes postos à mesa têm os mesmos ou maiores problemas que os do atual ministro.

O atual líder do governo no Congresso, Candido Vaccarezza (PT-SP), coleciona, só nos últimos meses, uma derrota na eleição para a presidência da Câmara --gestada e levada a cabo dentro da bancada de seu próprio partido-- e uma atuação para lá de controversa na votação do Código Florestal, na qual o governo sofreu uma derrota significativa.

Aos berros da tribuna, um Vaccarezza vermelho dizia que a presidente Dilma Rousseff considerara "uma vergonha" uma emenda proposta ao projeto, o que só incendiou ainda mais o plenário e acentuou a derrota da presidente.

Ideli Salvatti foi levada à irrelevante pasta da Pesca depois de uma derrota para o governo de Santa Catarina. Chegou lá porque Lula tinha com ela uma dívida de gratidão pela defesa sempre incondicional que fizera do governo.

Mas nem no Senado a catarinense era conhecida pela maestria na coordenação política. Pelo contrário: sua atuação sempre foi marcada pelo embate com a oposição e pelo pouco trânsito com o PMDB e até com senadores do PT.

O terceiro nome citado nos últimos dias, o do gaúcho Pepe Vargas, é ainda mais fraco que os demais, pelo simples fato de que é um ilustre desconhecido. Não tem tradição de negociação política nem na Câmara. No Senado, talvez pudesse circular tranquilamente pelo Salão Azul sem ser reconhecido.

Se forem esses os nomes postos à mesa de Dilma para o lugar de Luiz Sérgio, a presidente corre o risco de substituir o garçom --apelido dado ao ministro, que só anotaria os "pedidos" da base-- e o atendimento no salão do restaurante continuar precário.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h14

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

A ministra mais bonita da cidade

Alan Marques/Folhapress

A posse de Gleisi Hoffmann na Casa Civil de Dilma Rousseff provocou uma enxurrada de comentários nas redes sociais sobre a beleza da sucessora de Antonio Palocci.

"Gleisi Hoffmann no lugar de Palocci? Casa Civil melhora o visual sensivelmente", escreveu no Twitter o blogueiro Vinícius Duarte (@viniciusduarte).

Outra discussão recorrente foi sobre a troca do eixo de poder de São Paulo para o Paraná.

Com o Paraná e a beleza em alta, é inevitável lembrar do vídeo abaixo. Aliás, quantos dias para surgir a "versão Hoffmann" da música "Oração", da Banda Mais Bonita da Cidade? Como se diz no Twitter, #ficaadica.

Escrito por Vera Magalhaes às 18h22

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Dilma diz a Temer que Luiz Sérgio fica


Na conversa em que comunicou ao vice-presidente Michel Temer a saída de Antonio Palocci (Casa Civil) do governo, a presidente Dilma Rousseff disse que manterá, ao menos por enquanto, Luiz Sérgio na pasta das Relações Institucionais.

Dilma disse a Temer que o responsável pela articulação política estaria sob "múltiplos ataques" e pediu que o vice-presidente ajude a reforçar a coordenação com os partidos da base aliada, ao menos nesse momento.

O papel reforçado de Temer na articulação deve se estender a funções executivas. Nesta quarta-feira deve ser anunciado um plano para reforçar o policiamento nas fronteiras, do qual Temer será o coordenador, juntamente com o ministro Nelson Jobim (Defesa).

 

Escrito por Vera Magalhaes às 21h15

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

'Who is Gleisi Hoffmann?'

Sérgio Lima/Folhapress

Tão logo a escolha da senadora paranaense Gleisi Hoffmann foi anunciada para o lugar de Antonio Palocci na Casa Civil, começaram a pipocar textos de corretoras do mercado financeiro e de agências internacionais tentando traçar um perfil mínimo da nova ministra.

Com o título 'Who is Gleisi Hoffmann', uma corretora estrangeira descreve Gleisi como "uma política ascendente no PT". Diz que sua atuação política é relativamente recente, mas que ela vem desempenhando um papel de alto nível no Senado.

O texto continua, dizendo que Gleisi se filiou ao PT em 1989 e ocupou um importante cargo técnico como diretora na binacional Itaipu.

A agência credita ainda, como ponto positivo, o fato de ela ser do Paraná, o que atenuaria o peso político de São Paulo no governo Dilma Rousseff. "She is also the wife of Minister Paulo Bernardo", diz a parte 'gossip' do despacho.

Depois do toque de fofoca, o texto termina por prever que a troca da guarda na Casa Civil não deve trazer solavancos ao mercado nem interromper o início da queda do processo inflacionário.

Escrito por Vera Magalhaes às 20h54

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Palocci pedirá demissão hoje

Folhapress

O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) já comunicou sua equipe que pedirá demissão hoje.

A informação foi confirmada por fontes diferentes a este blog e ao repórter especial da Folha Julio Wiziack.

A forma do anúncio e o substituto do ministro ainda estão sendo discutidos entre Dilma Rousseff, Palocci e outros assessores do Palácio do Planalto.

O martelo foi batido depois que, a despeito da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar o pedido de investigação sobre seu enriquecimento, ficou evidente a falta de respaldo político para Palocci se manter.

Os senadores do PT se recusaram a assinar uma nota de apoio a Palocci. E a CPI proposta pela oposição para investigá-lo está a três assinaturas de ser criada.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 17h31

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

PT dá a largada eleitoral em SP

Folhapress

O PT paulista fez ontem a primeira reunião de seu Conselho Político, que vai articular as alianças e bater o martelo sobre candidaturas na capital e nas cidades estratégicas para o partido no Estado.

A senadora Marta Suplicy, uma das três pré-candidatas do partido na capital, compareceu ao encontro. Como ex-prefeita, ela é membro do conselho. Aloizio Mercandate, outro dos cotados, também integra o colegiado. Só o ministro Fernando Haddad (Educação) não faz parte do grupo que vai conduzir o processo eleitoral.

Na primeira reunião, o PT-SP fixou dezembro como prazo-limite para a escolha do candidato em São Paulo e nas cidades estratégicas.

PMDB e PR seriam os parceiros preferenciais, graças a sua presença no governo Dilma Rousseff.

Já parceiros históricos do PT, como PSB e PC do B, são considerados aliados menos prováveis em 2012, já que estariam próximos respectivamente dos governos de Geraldo Alckmin e de Gilberto Kassab.

"É claro que vamos procurar nossos aliados históricos, ainda que neste momento eles não estejam tão próximos do PT em São Paulo", disse ao blog o presidente estadual do PT, Edinho Silva.

As reuniões do conselho serão mensais nessa fase inicial. Já na próxima, em 4 de julho, deverá ser fechada a lista das cidades prioritárias para o PT _as maiores do Estado, aquelas que o partido já governa e as que quer voltar a comandar, como Santo André.

Escrito por Vera Magalhaes às 07h44

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Chave da defesa de Palocci é negar 'ilegalidade'

A palavra mágica da defesa de Antonio Palocci é "ilegalidade". Ela está no centro da tentativa do ministro de evitar maiores indagações por parte do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de conseguir respaldo para permanecer no cargo.

Assim como os "recursos não contabilizados", expressão cunhada sob a supervisão do então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos para atenuar a carga da palavra "mensalão", agora a toda hora Palocci insere uma frase para dizer que não cometeu "nenhuma ilegalidade" em sua empresa de consultoria, a Projeto.

O problema é que a discussão sobre as atividades empresariais do ministro contemplam, além dos aspectos legais, a esfera ética e a política, para as quais a negativa de ilegalidade não resolve.

Na primeira, enquanto Palocci não esclarecer quais foram os clientes para os quais atuou e que trabalhos fez para eles, sempre vai pairar sobre ele a suspeição de que tenha feito tráfico de influência ou lançado mão de informações privilegiadas às quais tivesse acesso como deputado federal ou ex-ministro da Fazenda.

Na segunda, a reação do PT e dos aliados a suas duas entrevistas dadas nesta sexta-feira mostra uma tentativa de reforçar a divisão entre o governo e a situação do ministro, e muito pouca disposição para dizer que ele foi convincente e deve ficar no cargo.

***

Logo depois das entrevistas à Folha e ao Jornal Nacional, gravei o podcast abaixo para a Rádio Folha, com um resumo da situação do ministro. As próximas horas devem ser decisivas para seu futuro no governo.

Escrito por Vera Magalhaes às 10h07

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Palocci à Folha: 'Nunca escondi minhas atividades'

Em entrevista à Folha que entra no ar logo mais na Folha.com e que sai na íntegra na edição do jornal de sábado, o ministro Antonio Palocci diz que nunca escondeu suas atividades como consultor.

"Quero lembrar que eu nunca escondi minhas atividades de consultoria. A empresa sempre esteve registrada em meu nome e de meu sócio na Junta Comercial, com seu objeto social, sede e demais dados disponíveis para consulta de qualquer pessoa. Lembro-me, inclusive, que jornais e revistas chegaram a noticiar algumas das atividades que realizei como consultor. A Projeto sempre entregou aos órgãos públicos todas as informações exigidas legalmente e pagou todos os impostos."

Escrito por Vera Magalhaes às 19h51

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Para rir com a crise

Reprodução

A crise envolvendo o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) já virou piada na internet.

Nesta semana apareceu no Twitter o perfil falso Tony Palocci (@TonyConsulto). Ao lado de uma foto do ministro, a biografia diz: "Médico Sanitarista tornado Pelé dos Mercados pela Virtú e Fortuna"

No endereço, consta Brasília, ao lado da palavra "ainda" entre parêntesis. E o pano de fundo são notas e mais notas de US$ 100.

Um dos tuítes do Palocci "fake" brinca com a disputa interna no PT: "Uma piada que faço aos amigos que vêm falar dos meus problemas é: Se Denúncia fosse coisa boa não começava com D de Dirceu".

Reprodução

Para além do microblog, circula por e-mail uma corrente do "Budalocci", em que uma foto do ministro é aplicada sobre uma estátua de Buda.

"Traz sorte nos negócios - em 4 anos sua riqueza aumentará 20 vezes", promete o "panfleto".

 

Escrito por Vera Magalhaes às 19h21

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Palocci opta por entrevista gravada ao 'JN'

O ministro Antonio Palocci decidiu conceder uma entrevista gravada ao Jornal Nacional, telejornal da Rede Globo, na tarde desta sexta-feira, em Brasília.

Como o blog antecipou ontem, o 'JN' já era o veículo mais cotado para Palocci dar a primeira explicação desde que foi revelado pela Folha seu aumento patrimonial de 20 vezes em quatro anos, há 20 dias.

Palocci chegou a cogitar a possibilidade de ir à bancada do 'JN', mas desistiu por avaliar que uma exposição ao vivo em meio à crise política seria um risco.

A Globo ainda negocia para que a entrevista seja feita ao vivo, com link de Brasília, mas a proposta feita por Palocci é para que a gravação seja no fim da tarde.

Palocci resolveu se explicar depois que a presidente Dilma Rousseff cobrou que ele falasse e encerrasse a crise.

Há outro risco na decisão de dar a entrevista na sexta-feira: os jornais e revistas podem trazer novidades no fim de semana que derrubem a versão de Palocci para seu enriquecimento.

Por isso, toda a estratégia da entrevista está sendo negociada pelo ministro com Dilma e sua assessoria.

Escrito por Vera Magalhaes às 15h08

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Palocci descarta coletiva e pode ir ao 'JN'

Sérgio Lima/Folhapress

Antonio Palocci deve dar entrevista nesta sexta-feira a um único veículo de comunicação, escolhido por ele, sobre sua evolução patrimonial e os ganhos de sua consultoria, a Projeto.

O mais provável, segundo este blog apurou, é que ele seja entrevistado na bancada do "Jornal Nacional" por William Bonner e Fátima Bernardes.

A data e a forma pela qual Palocci, a pedido da presidente Dilma Rousseff, dará as primeiras explicações públicas sobre a crise em que está envolvido ainda estão sendo definidas.

O Planalto e a assessoria de Palocci descartaram a realização de uma coletiva, que exporia o ministro a uma bateria de perguntas e lhe tiraria o controle da situação.

Ainda há quem defenda que Palocci deixe para falar na segunda-feira, depois da divulgação das reportagens de fim de semana de jornais e revistas semanais.

Isso porque, se alguma reportagem desmentir suas explicações, sua permanência no governo, já comprometida, se tornaria inviável.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 19h25

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

'O senhor tem três minutos'

Que o estilo linha-dura de Marta Suplicy (PT-SP) nas cada vez mais constantes substituições a José Sarney na presidência do Senado vinham irritando a oposição o leitor deste blog já sabia.

O que foi inédito foi a bagunça generalizada em que se transformou a sessão da Casa na noite de quarta, quando Marta tentava a todo custo evitar que duas medidas provisórias "caducassem" pelo decurso de prazo.

Ela tentou fazer um "tratoraço" na oposição encerrando a discussão das matérias, para que as votações fossem logo.

Diante de urros da oposição, coube ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), pedir a suspensão da sessão e restabelecer a calma.

O resultado foi que Marta não só não conseguiu acelerar a sessão como o entrevero ainda consumiu preciosos minutos.

Escrito por Vera Magalhaes às 18h58

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

'Brasil sem Miséria' faz tributo a Lula

Reprodução

Idealizada pelo marqueteiro da campanha presidencial, João Santana, a campanha publicitária que embala o lançamento do programa Brasil Sem Miséria faz, em vários momentos, um tributo ao governo Lula.

Nas peças impressas, há o elo entre as gestões Dilma Rousseff e Lula a todo tempo. "O Brasil cresceu porque a pobreza diminuiu", diz o cartaz que uma modelo segura, celebrando uma certa "herança bendita" de Lula.

"Já pensou quando acabarmos de vez com a miséria?", diz a segunda parte do texto, apresentando o mote do programa-vitrine de Dilma.

No vídeo promocional do programa, os atores Caio Blat e Maria Ribeiro, casados na "vida real", apresentam as metas do programa no campo (ele) e na cidade (ela), para se encontrarem no final.

O vídeo faz várias referências elogiosas a programas da gestão Lula, como Bolsa-Família, e diz que eles serão mantidos e ampliados na nova proposta.

"Nos últimos anos o Brasil avançou muito: 36 milhões saíram da pobreza e 28 milhões entraram na classe média", dizem Caio e Maria, em jogral.

A propaganda do programa foi concebida para se espraiar pelas redes sociais: além do hotsite e do vídeo, há uma página no Facebook (talvez pela novidade da comunicação, até esta tarde apenas 62 pessoas tinham 'curtido' a página) e um perfil no Twitter, além de canal para o vídeo no YouTube.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 17h56

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Dirceu ignora Palocci, mas culpa mídia por crise

Reprodução

Em texto publicado nesta quarta-feira em seu blog, o ex-ministro José Dirceu ataca a imprensa pelo que considera ser uma mudança de comportamento em relação ao governo Dilma Rousseff, minimiza a derrota no Código Florestal e não faz nenhuma menção ao ministro Antonio Palocci, pivô da crise pela qual passa a administração federal.

"O cenário político do país agora é outro. Tanto a mídia, quanto a oposição mudaram. A presidenta Dilma Rousseff não é mais independente de Lula e do PT. A imagem foi cultivada durante os primeiros cinco meses do ano. Agora a interpretação é de que Lula e o PT interferem no Governo, por mais que isso seja um absurdo, já que Dilma foi eleita pelo PT e Lula foi seu principal apoiador", diz o texto.

Dirceu está em Cuba com Lula. Desde que a crise envolvendo Palocci começou, não se manifestou para defender o antigo rival no governo Lula.
 
"O balanço da gestão tão promissora há duas semanas, passou a ser ruim. Uma votação que não tem viés partidário ou de governo, a do Código Florestal, transformou-se em grande prova da fragilidade do governo", continua Dirceu, sempre atribuindo à imprensa a responsabilidade pela mudança de cenário.

O texto chama de "normais" os problemas nas hidrelétricas do rio Madeira e de Belo Monte, critica a "gritaria" contra o kit anti-homofobia e o livro do MEC que "reconhece o modo de falar popular" --embora muitas dessas críticas tenham partidos de aliados do governo, e Dilma tenha ordenado recuos.

"Está claro que acabou a lua de mel. E fica a certeza: a mídia e a oposição não mudaram. Sua natureza e seu DNA continuam os mesmos. Nós, tampouco, mudamos", diz Dirceu.

 

Escrito por Vera Magalhaes às 10h07

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

MPs 'violentam' equilíbrio de Poderes, diz aliado

Os discursos da sessão de quarta-feira do Senado que derrubou duas medidas provisórias mostra que o governo precisará da Câmara se quiser manter intocado seu poder de legislar por MPs.
 
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), da base aliada da presidente Dilma Rousseff, fez um dos discursos mais inflamados. Chamou a MP 517 de "aberração", e disse que ela promove uma "violentação ao equilíbrio dos Três Poderes".

"Os grandes momentos do Congresso se dão quando ele tem coragem de dizer não", discursou Cristovam, ajudando a prolongar a sessão e antecipando como deve se comportar na discussão sobre o limite às MPs.

Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou para tentar amalgamar apoio à PEC, da qual é relator, que limita e disciplina o uso de MPs.

"A cada medida provisória dessas, que carrega inúmeros contrabandos, estamos dizendo à sociedade que não precisa desta Casa", disse.

A fissura na base chegou também ao PP. A senadora Ana Amélia (RS) disse que não é contra medidas provisórias, mas sim contra colocar no mesmo "cesto" assuntos diversos.

Escrito por Vera Magalhaes às 09h49

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Senado indica que vai mudar rito de MPs

Agência Senado

A base do governo Dilma Rousseff no Senado tem, nominalmente, 311 deputados e 50 senadores. É a maior rede de sustentação que um governo já teve em seu início.

Pois essa base tão robusta viveu nesta quarta-feira dois reveses, com a convocação de Antonio Palocci (Casa Civil) pela Comissão de Agricultura da Câmara e com a derrubada de duas medidas provisórias pelo Senado.

Se no caso de Palocci a derrota se explica pelo corpo mole da base em relação ao ministro, enredado na falta de explicações para seu aumento de patrimônio, a derrubada das MPs prenuncia uma nova e mais grave derrota: os senadores parecem dispostos a mudar o rito de tramitação das medidas provisórias.

A sessão, que se estendeu pela madrugada desta quinta, mostrou uma oposição pequena, porém organizada. Mostrou, ainda, fissuras na base, com senadores do PP e do PDT ajudando a fragilizar o governo.

Para desespero de uma irritada Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão lutando contra a ampulheta --as MPs "caducariam" depois da meia-noite--, senadores da oposição e rebeldes da base se revezavam na tribuna em discursos contra os abusos nas MPs.

A artilharia se concentrou na MP 517, editada para conceder incentivos fiscais, mas que continha vários "contrabandos". Apesar dos protestos, ela acabou aprovada, porque era uma das primeiras da pauta.

As duas que foram derrubadas, a MP 520 e a MP 521, tratavam de temas ligados à saúde.

Mais do que a derrota objetiva nessas duas propostas, o governo tem razões para se preocupar com a votação da emenda constitucional que limita e disciplina o uso de MPs, relatada pelo senador Aécio Neves na CCJ.

O tom dos discursos deixou claro que senadores de vários partidos estão dispostos a comprar esssa briga com Dilma, que já deu declarações contra a proposta.

Escrito por Vera Magalhaes às 08h58

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Sem Palocci, Dilma é só gentileza com PMDB

Lula Marques/Folhapress

O almoço de Dilma Rousseff com os senadores do PMDB em nada lembrou o similar da semana passada com a bancada do PT. É o que se pode depreender dos relatos de participantes dos dois encontros.

No primeiro, uma presidente mal-humorada foi logo dizendo que não trataria de cargos, que o assunto ali era o Código Florestal. Antonio Palocci, presente, deu uma explicação sobre os negócios de sua consultoria, a Projeto, que logo vazou por todos os poros. Os presentes se preocuparam com a saúde e o estado de espírito de Dilma.

Menos de uma semana depois, uma presidente sorridente e simpática recebeu os senadores do PMDB. Palocci não foi e a crise envolvendo o titular da Casa Civil não foi tema da conversa.

Dilma justificou brevemente a ausência do responsável de fato pela articulação política dizendo que ele teve uma reunião com José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Justiça) sobre fronteiras.

Diante de dissidentes do PMDB como Roberto Requião (PR) e Pedro Simon (RS), foi combinado previamente entre o Palácio e os líderes peemedebistas evitar o tema Palocci --um deles poderia provocar uma saia-justa ao pedir a saída do ministro.

Também não se falou de cargos. O encontro serviu, nas palavras de um dos presentes, como se fosse uma primeira conversa, para marcar um reinício de relação.

Como a admitir que faltara traquejo político até ali, Dilma prometeu encontros mais "rotineiros'' com os peemedebistas. Mais adiante, prometeu "repetir" a dose.

Desenvolta, pegou no braço de Requião numa conversa ao pé de ouvido e falou reservadamente com Simon.

Em relação ao Código Florestal e à proposta de emenda constitucional que restringe o uso de medidas provisórias, Dilma disse humildemente que vai "conversar" com os senadores mais adiante, sem impor a visão da Presidência.

"Ela fez o que se esperava dela", resume um observador.

Resta saber se o PMDB, agora cortejado, fará o que Dilma espera dele.

Escrito por Vera Magalhaes às 18h38

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Enquanto isso, em Cuba...

Lula Marques/Folhapress

Dirceu e Lula em cerimônia de balanço do governo no fim do ano passado

Enquanto esquenta o óleo da fritura de Antonio Palocci, graças aos fósforos do PT, Lula e José Dirceu estão juntos em Cuba.

Dirceu embarcou para a ilha no domingo, direto da Bahia, onde participou de uma reunião da corrente Construindo um Novo Brasil, o novo nome do campo majoritário do PT.

Lula embarcou para Cuba depois de uma palestra nas Bahamas. De lá, segue para a Venezuela.

Não estava confirmado na agenda de nenhum dos dois, mas Lula e Dirceu tentavam um encontro com Fidel Castro, previsto para esta quarta-feira.

Escrito por Vera Magalhaes às 17h51

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

PT agora age para derrubar Palocci

Marcelo Camargo/Folhapress

Se havia alguma dúvida sobre de que lado o PT estava na crise envolvendo Antonio Palocci, os últimos movimentos do partido trataram de dissipá-la.

O que era um abandono displiscente do partido em relação a seu ministro agora virou uma campanha aberta para derrubá-lo.

A bancada do PT sabia desde a véspera que a oposição armava o bote para convococar o ministro na Comissão de Agricultura da Câmara. E deixou o barco correr.

Este blog ouviu de um tucano e de um petista que não havia segredo sobre a estratégia. Deputados petistas faltaram à reunião da comissão de propósito.

Num movimento simultâneo, a bancada no Senado trata de colocar lenha na fogueira em que arde o ministro.

Eduardo Suplicy pode ser um "easy rider". Mas a emergente Gleisi Hoffmann (PR) --que defendeu a saída de Palocci, como mostrou reportagem de Catia Seabra e Maria Clara Cabral na Folha desta quarta--  é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Petistas agora lembram que Palocci nunca foi o preferido do partido para a Casa Civil, e que Paulo Bernardo nunca escondeu que tinha a expectativa de ser o ministro da pasta.

Na bancada do PT, hoje, só dois senadores defendem Palocci: Delcídio Amaral (MS) e Marta Suplicy (SP). O primeiro, inclusive, fará na quinta-feira um discurso em defesa do ministro.

Há os que não mostram de que lado estão, como Jorge Vianna (AC), e os que não escondem mais a defesa de que Palocci tem de se explicar --como Walter Pinheiro (BA)-- ou tem de sair.

No bloco dos mais contrariados com o ministro estariam, além da senadora paranaense, José Pimentel (CE) e Wellington Dias (PI).

Diante da sanha petista para cima de Palocci, um conhecedor da maré na Casa aposta: "O PMDB vai ver isso e vai oferecer seu apoio sincero à Dilma, em troca dos cargos que tanto queria".

Escrito por Vera Magalhaes às 16h13

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

PT quer tirar vaga de Suplicy no Senado em 2014

Mastrangelo Reino/Folhapress

A cada demonstração de "independência" de Eduardo Suplicy, cresce no PT a avaliação de que o senador paulista joga "para si mesmo", e não para o partido.

Ao vazar com detalhes, e em on, as explicações dadas por Antonio Palocci para o faturamento recorde da Projeto, dizendo que a empresa ganhou R$ 1 milhão ao assessorar uma única fusão, Suplicy fez renascer no partido a ideia de rifá-lo em 2014.

O assunto já estava à mesa desde que começaram as articulações para a eleição municipal de 2012.

Um grupo encarregado de negociar as alianças pretende levar ao PMDB a seguinte proposta: o partido abre mão agora de lançar Gabriel Chalita para a prefeitura e, em troca, o PT apoia o deputado peemedebista para o Senado em 2014, quando só estará em disputa uma vaga --a de Suplicy.

Os argumentos esgrimidos pelos petistas, além desse modo de agir "solitário" de Suplicy, são: 1) o mandato de senador não pode "ser vitalício", e o paulista já está em seu terceiro período de oito anos consecutivo na Casa, e 2) Suplicy não é mais imbatível, e quase perdeu para Guilherme Afif em 2006.

Será difícil emplacar essa ideia agora, quando PT e PMDB vivem uma crise no relacionamento federal e Chalita acaba de mudar de partido, com a promessa de que será candidato.

Mas petistas acham que, no início do ano que vem, seja possível negociar um "pacote" de alianças com o partido de Michel Temer que inclua prefeituras estratégicas _como a de Santos_ e compromissos futuros, como esse do Senado.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h17

Comentários () | Enviar por e- mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Blog Presidente 40 Blog da Folha com notícias, análises e bastidores da política nacional, coordenado por Vera Magalhães, repórter especial do jornal em São Paulo.
Twitter Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.