Presidente 40

por Vera Magalhães

 

PSDB deve fazer prévias no fim de janeiro

Em reunião na última quinta-feira, a Executiva municipal do PSDB de São Paulo fechou uma indicação de 30 de janeiro como data para a realização das prévias que escolherão o candidato do partido à Prefeitura.

A ideia era realizar a escolha no dia 25, aniversário da cidade, mas a cúpula do partido achou melhor transferir as prévias para domingo por temer quorum baixo no feriado municipal.

Por ora a data é apenas uma indicação, pois os principais líderes do PSDB paulista, o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra, preferem deixar a decisão para fevereiro ou março, quando o quadro político já estiver mais decantado.

Serra ainda trabalha por uma aliança com o PSD de Gilberto Kassab. Alckmin até aceitaria a aliança, mas resiste à ideia de ceder a cabeça da chapa para o vice-governador Guilherme Afif Domingos.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h37

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Sérgio Guerra responde a Aloysio

Folhapress

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), decidiu emitir uma nota oficial para responder às críticas à direção do partido feitas pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (SP, na foto)  no Twitter.

Na nota, segundo o blog apurou, Guerra dirá que "respeita" Aloysio, mas rebaterá ponto a ponto as acusações.

O presidente dirá que o próprio Aloysio participou de uma reunião da bancada do Senado em que a reestruturação da comunicação do partido foi apresentada.

Segundo Guerra, em dez dias haverá uma nova reunião da Executiva para anunciar outras mudanças.

Serão criadas três secretarias novas, para cuidar das áreas econômica, social e ambiental.

As críticas de Aloysio são atribuídas por partidários de Guerra e do senador Aécio Neves à insatisfação do ex-governador José Serra, a quem o senador é ligado, com as mudanças implementadas no partido.

Outra das cobranças, de recadastramento de militantes, já estaria sendo colocada em curso, segundo a nota que Guerra vai emitir.

"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era", disse Aloysio, em um de uma série de posts no microblog.

Não é a primeira vez que Aloysio usa a rede social para se queixar do partido. Há cerca de um mês, ele protestou de ele e Serra terem sido excluídos da propaganda em São Paulo.

Escrito por Vera Magalhaes às 16h59

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Rapidez do STF assusta ministros

Folhapress

Além de precipitar a queda de Orlando Silva, a rapidez com que a ministra Carmen Lucia (foto) determinou a abertura de inquérito para investigar um ministro causou preocupação em setores do governo.

Para alguns ministros, há uma nova postura por parte do STF (Supremo Tribunal Federal), de não hesitar em abrir investigações contra membros do Executivo quando há indícios mínimos.

Foi lembrado que, no caso Antonio Palocci, apenas alguns meses antes, o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi muito menos expedito, e acabou arquivando a representação.

No raciocínio de setores do governo, se a nova orientação virar praxe no STF, o que era para ser um foro privilegiado vira, na verdade, um rito sumário de julgamento.

"Para ministros, o STF é primeira instância. E a simples abertura de inquérito é uma sentença", observou um interlocutor de vários membros do primeiro escalão do governo Dilma.

Escrito por Vera Magalhaes às 13h13

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PC do B resiste e obriga Dilma a demitir ministro

Folhapress

A resistência do PC do B em aceitar a saída do ministro Orlando Silva (Esporte) e indicar um nome para sucedê-lo obrigou a presidente Dilma Rousseff a precipitar o anúncio de sua saída por intermédio do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral).

O partido decidiu fincar pé na defesa de Orlando e não indicar o sucessor.

A provável nomeação do secretário-executivo Manoel Silva Souza como interino foi lida no partido e no governo como um recado: se o PC do B insistir em bancar o difícil, pode perder a vistosa pasta que coordena Copa e Olimpíadas.

No meio do tiroteio entre partido e palácio, o mais cotado para o posto, deputado Aldo Rebelo (SP), submergiu.

"Ele sabe que se aparecer agora não será ministro, será abatido nessa briga", diz um amigo do deputado paulista.

Escrito por Vera Magalhaes às 18h18

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Governo tenta blindar Haddad de problema no Enem

Mastrangelo Reino/Folhapress

O governo age para blindar o ministro Fernando Haddad no episódio do que parece ser um novo vazamento de questões da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A preocupação é evitar que o episódio prejudique a pré-campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo.

A estratégia de blindagem inclui os seguintes movimentos:

1. Agir rápido. O MEC tomou a iniciativa de pedir à Polícia Federal que investigue o vazamento de questões da prova para um colégio do Ceará. Ainda hoje deve definir a anulação da prova para esse colégio e marcar uma nova aplicação no fim do ano.

2. Tratar o caso como episódio localizado. A ordem na pasta é diferenciar o caso de agora do roubo da prova em 2009. Segundo as explicações do MEC, desta vez o suposto vazamento só atingiu os 640 alunos do colégio cearense, numa prova com o tamanho do Enem.

Assessores dizem que Haddad está "tranquilo" e avaliam que o caso não vai macular sua campanha interna no PT para ser candidato --nem a eventual posterior candidatura a prefeito.

Ele deixou de participar da última rodada de encontros do PT com pré-candidatos sob a justificativa de que ficaria em Brasília pilotando a execução do Enem. Isso e os recentes episódios que colocaram a prova em xeque são uma demonstração de que o petista temia, sim, que novos embaraços repercutissem em sua pré-candidatura.

Escrito por Vera Magalhaes às 13h25

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Dilma recebe Cabral para tratar de royalties

Em meio à discussão sobre a troca de comando no Ministério do Esporte, a presidente Dilma Rousseff terá de fazer uma pausa na agenda para tratar de outro tema espinhoso: o impasse na discussão da redivisão dos royalties do pré-sal.

A presidente se reúne com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), na tarde desta quarta-feira para tentar achar uma solução que não seja a aprovação do projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que retirou recursos do Rio.

Escrito por Vera Magalhaes às 12h55

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Aldo é preferido do Planalto

Folhapress

O Palácio do Planalto já deixou claro ao PC do B que seu nome para o posto de ministro do Esporte é o do deputado Aldo Rebelo (SP).

A ex-prefeita de Olinda (PE) e hoje deputada Luciana Santos teria perdido pontos ao ser defendida pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. A entidade mundial do futebol e o governo travam um embate em torno das regras para a Copa.

Tratada como fato consumado desde a manhã desta quarta-feira tanto no governo quanto no Congresso, a saída de Orlando Silva do Esporte ainda esbarrava numa questão de timing.

Se Dilma Rousseff demitir o auxiliar nesta quarta, dia em que o policial militar João Dias volta a depor no Congresso, vai passar a mensagem de que o denunciante conseguiu seu intento e derrubou um ministro.

Isso fragiliza não só Orlando e o aliado PC do B quanto a própria posição de Dilma, que neste caso, diferentemente de denúncias anteriores contra outros ex-ministros, deu um voto de confiança ao titular do Esporte.

Mas a avaliação é que, independente de haver um elo direto entre Orlando e as acusações de desvios de recursos e cobrança de propina no ministério, está muito estabelecida uma rede de pagamentos sistemáticos a ONGs ligadas a filiados do PC do B, alguns deles parentes do ministro, o que prejudica a imagem da pasta responsável por coordenar Copa e Olimpíadas.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h58

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PSD convoca secretários para ter 55 deputados

Os sete secretários de Estado do PSD que são deputados federais licenciados reassumirão os mandatos nesta quarta-feira, quando o partido passará oficialmente a ter uma bancada na Casa.

Com esse esforço extra, o partido de Gilberto Kassab estreará com um número mágico: 55, o mesmo de seu registro no TSE.

"Acho um número lindo", brincou Kassab nesta quarta-feira em conversa com o blog.

No Senado serão dois os representantes do PSD, que nasce ainda com dois governadores e 712 prefeitos.

A bancada do PSD supera, nominalmente, a do PSDB, mas quando os secretários de Estado voltarem a seus postos no Executivo serão 48, contra 50 dos tucanos.

Escrito por Vera Magalhaes às 17h45

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"Recomeçar? Jamais!"

Circula na internet um vídeo em que o ministro do Esporte, Orlando Silva, dá uma canja com Tobias da Vai-Vai --que, aliás, é filiado ao PC do B -- na Virada Cultural de 2010.

A letra do samba escolhido pela dupla --"Acreditar", de Dona Ivone Lara-- é emblemática da atual situação em que Silva se segura no cargo depois de responder a acusações de desvios de recursos na pasta. "Acreditar? Eu não! Recomeçar? Jamais!".

No final da segunda música da jam session, Tobias manda o elogio: "Esse é um menino porreta!".

Escrito por Vera Magalhaes às 17h13

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Tancredo não era só 'conciliador', diz Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) mostrava uma preocupação nas entrevistas que concedeu na noite de segunda-feira, logo após a exibição para convidados do documentário "Tancredo - A Travessia", de Silvio Tendler: contestar a visão segundo a qual o avô era um eterno conciliador, mesmo nos momentos de ruptura da História do país.

"O que eu acho que o filme mostra é, além do Tancredo conciliador, o Tancredo da transição, é o Tancredo firme e corajoso nos momentos cruciais da História brasileira. Leal a Jango, leal a Juscelino, isso é o que mais me agrada", disse Aécio em conversa com o blog ainda na sala do Espaço Unibanco do Shopping Bourbon.

"As duas facetas, a do conciliador e a do político corajoso são complementares. Isso eu sempre percebi. Mas talvez pela importância do processo de transição, a marca do conciliador prevaleceu", concluiu.

Ele cita entre os momentos de coragem do avô o "voto solitário" no PSD contra a eleição do general Castelo Branco à Presidência, em 1964, e o fato de Tancredo ter acompanhado Juscelino Kubitschek ao aeroporto quando ele partiu para o exílio.

Aécio lamentou o fato de o filme não registrar o final da carta em que JK agradeceu o gesto a Tancredo. "No fim da carta ele diz: tenho certeza de que a democracia voltará a florescer porque restaram no Brasil homens como você. Resista!", afirmou.

O tucano parafraseou o avô quando questionado sobre seus planos de disputar a Presidência, ao dizer que isso não é projeto, e sim "destino" --no filme, o próprio Tancredo atribui a frase a Napoleão Bonaparte.

Sentado entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra --que aparece com depoimentos em vários momentos do filme--, Aécio se emocionou na parte final, da doença.

"Essa é a parte mais marcante, porque eu vivi de dentro. Nos últimos sete dias ele ficou inconsciente. Na mesma conversa final ele queria saber da operação do padre Lopes, em São João Del Rey. Era um homem das grandes questões, mas fiel às origens", lembrava Aécio, na breve conversa após o filme.

A família Neves ainda cumpre um périplo de lançamentos que inclui o Rio, nesta terça, Brasília e Belo Horizonte.

Questionado sobre se o filme poderia catapultar sua pré-candidatura, Aécio tratou de dizer que "não é um filme da família, e sim um documentário do autor, da forma como ele quis contar, sobre um período importante da História".

Escrito por Vera Magalhaes às 10h25

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PSD quer R$ 25 milhões de fundo partidário

Marcelo Camargo/Folhapress

Os advogados do PSD concluíram um cálculo segundo o qual a legenda presidida pelo prefeito Gilberto Kassab teria direito a uma fatia de R$ 20 miçhões a R$ 25 milhões do Fundo Partidário.

O número ainda não é preciso porque o número de deputados federais da nova legenda só será fechado no dia 27 --prazo de um mês após a obtenção do registro pela Justiça Eleitoral.

Mas para assegurar o direito a esse valor o partido ainda terá uma batalha judicial pela frente.

A lei que rege o fundo partidário define que 95% do bolo seja distribuída de acordo com a bancada obtida pelos partidos nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados, e 5% igualmente entre todas as legendas --incluindo as novas.

O PSD vai questionar esse critério com base em decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que, ao julgar uma ação direta de inconstitucionalidade da chamada "cláusula de barreira", considerou inconstitucional vedar a partidos que não obtivessem um número mínimo de votos a participação no Fundo Partidário.

Por extensão, o PSD vai argumentar no TSE que tem direito a ser contemplado na divisão dos recursos mesmo tendo sido criado após as eleições de 2010.

O pedido administrativo deve ser impetrado tão logo o TSE divulgue a divisão do fundo para 2012 --o que deve ocorrer até novembro-- e quando for fechado o tamanho da bancada federal do novo partido.

Escrito por Vera Magalhaes às 18h16

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Lula vai mediar polêmica sobre royalties

Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ao governador Sérgio Cabral agir para medir o impasse em que se transformou a divisão de royalties do pré-sal.

Lula disse estar preocupado com o rumo que o debate tomou, com os Estados produtores sendo derrotados pelo fato de os não-produtores terem maioria no Congresso.

Ele teme que a derrota do Rio e dos demais produtores acarrete perda dem popularidade para a presidente Dilma Rousseff no Rio --que considera uma espécie de caixa de ressonância de opinião do resto do país-- e nos demais Estados da região Sudeste, onde sua avaliação supera a que ele próprio tinha.

Cabral e os demais governadores de Estados produtores de petróleo cobram o cumprimento de um acordo feito com Lula, do qual Dilma também teria participado, segundo o qual as áreas de extração já licitadas não entrariam no cálculo de nenhum novo critério de divisão de receitas.

O peemedebista ficou animado depois que a própria Dilma manifestou, na semana passada, discordância em relação ao texto do senador Vital do Rego (PB) aprovado no Senado.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h46

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Discípulo de Duda pilota defesa do PC do B na TV

O programa de dez minutos do PC do B no horário reservado aos partidos políticos, que foi usado na defesa do ministro Orlando Silva (Esporte), teve a assinatura do marqueteiro Marcelo Brandão, discípulo de Duda Mendonça que atuou em várias campanhas políticas, como a do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) em Minas.

A necessidade de encaixar a defesa de Orlando --feita em três momentos ao longo da propaganda de dez minutos-- quebrou a estratégia central do programa: apresentar as principais apostas do partido para as eleições municipais.

A narradora, o presidente da sigla, Renato Rabelo, e o próprio ministro rechaçaram as acusações de recebimento de propina por Orlando e outros dirigentes da pasta ligados ao partido.

Foi repetido três vezes que o PC do B "não tolera qualquer desvio de conduta", e os 90 anos da sigla foram usados como atestado de bons antecedentes éticos, bem como uma lista de intelectuais simpatizantes dos comunistas do Brasil ao longo da história.

Na parte dedicada aos pré-candidatos o programa alcança seu melhor resultado em termos de apuro estético e linguagem.

O marqueteiro segue a linha de outros com quem trabalhou --além de Duda o também baiao Edinho Barbosa, da Link-- ao escolher uma narrativa comum para apresentar São Paulo, Porto Alegre e Olinda, cidades em tudo distintas.

Nas duas primeiras, os pré-candidatos Netinho de Paula e Manuela D'Ávila falam dos problemas, da experiência própria de vida nas cidades e das soluções que acreditam ser viáveis para melhorá-las.

O case de Olinda surge como fecho de administração supostamente exitosa do PC do B.

O programa, de inegável apuro técnico, é um turning point na propaganda do partido, que sempre pecava pela mesmice no discurso ideológico e pela falta de qualidade formal.

Mas a tentativa de oxigenar o partido com caras novas e um slogan --de difícil comprovação fática-- de que é o partido "que mais cresce no Brasil" foi truncado pela necessidade de defender o ministro e, para isso, levar a velha face do partido para a TV de novo.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h18

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Em jantar, Dirceu sela apoio a Haddad

Folhapress

Um jantar reservado selou o apoio do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu ao ministro Fernando Haddad (Eduacação) na disputa interna do PT pela candidatura à Prefeitura de São Paulo.

O jantar ocorreu no sábado, no apartamento de Dirceu. Além dos dois protagonistas, participaram mais dois apoiadores de Haddad.

Na conversa, Dirceu, que já vinha nos bastidores costurando a melhor forma de anunciar seu apoio a Haddad, selou o compromisso com ele.

No início do processo de discussão da candidatura, Dirceu chegou a manifestar dúvidas sobre a viabilidade política do titular do MEC. Passou a defender as prévias ostensivamente, tese que, na época, era rechaçada pelo ex-presidente Lula, mentor da candidatura Haddad.

Quando ficou clara a disposição de Lula de ir até o fim no apoio ao ministro, Dirceu, que é réu no processo que apura a existência do mensalão no governo Lula, definiu o apoio a Haddad.

Os dois nunca foram próximos. Haddad chegou ao MEC para substituir Tarso Genro, principal antípoda de Dirceu no PT no pós-mensalão.

Além disso, Haddad era simpatizante da corrente Mensagem ao Partido, na qual pontificavam, além de Tarso, outros adversários do ex-ministro, como o atual titular da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Escrito por Vera Magalhaes às 16h06

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Deputado pede anulação de venda do PanAmericano

Beto Oliveira/Agência Câmara



O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM, na foto) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal propondo a anulação da compra do banco PanAmericano pela Caixa Econômica Federal, selada em 2009.

No ano passado foi revelado um rombo no banco do empresário Silvio Santos primeiramente calculado em R$ 2,5 bilhões e depois estimado em R$ 4,3 bilhões.Suspeitas de desvio de dinheiro por parte da antiga diretoria e de omissão da Caixa na verificação da situação do banco são investigadas em um inquérito da Polícia Federal.

Nesta semana, o Painel da Folha trouxe novas revelações do inquérito, como a de que o ex-ministro Luiz Gushiken prestou consultoria ao PanAmericano e que havia "doações ocultas" a políticos de vários partidos por parte da instituição.

Pauderney moveu a ação depois de presidir uma subcomissão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Ele fez reuniões com as diretorias do Banco Central e da Caixa para investir o porquê de as duas instituições terem dado aval à venda do PanAmericano mesmo diante de evidências de rombos nos balanços.

"Percebe-se que houve não apenas omissão, mas uma deliberação para apressar o negócio, com pressão inclusive do governo Lula", diz o deputado do DEM.

Na ação, ele pede que sejam devolvidos ao Tesouro os recursos referentes à compra do banco pela CaixaPar e que os dirigentes do banco federal respondam por malversação de dinheiro público.

Escrito por Vera Magalhaes às 10h53

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Parceiros cobram vigor de Alckmin sobre royalties

Edson Silva/Folhapress

Os governadores Sérgio Cabral e Renato Casagrande e parlamentares do Rio e do Espírito Santo, que encabeçam a disputa para evitar que Estados produtores de petróleo percam bilhões na redivisão dos royalties, estranham o silêncio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre o tema.

Alckmin, o único governador de oposição no trio dos produtores, tem sido justamente o menos incisivo ao cobrar que a presidente Dilma Rousseff medie a discussão sobre o tema.

"Tudo bem que o Alckmin vive uma fase de lua de mel com a Dilma, mas é interesse de São Paulo evitar que o pacto federativo seja redefinido nas bases de maioria contra a minoria", ponderou ao blog um parlamentar que ouviu de Cabral a mesma avaliação.

No fim do mês, haverá uma reunião entre Alckmin, a bancada paulista e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, para cobrar mais investimentos da estatal em São Paulo.

Rio e Espírito Santo esperam que, a partir daí, Alckmin também suba o tom da retórica contra a redução dos royalties --hoje São Paulo recebe pouco como compensação pela extração de petróleo, mas a previsão é que essa receita aumente com o início das operações dos campos do pré-sal.

Escrito por Vera Magalhaes às 10h20

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Partidos preferem que Orlando saia na reforma

Ueslei Marcelino/Reuters

Há uma torcida velada na base aliada da presidente Dilma Rousseff para que o ministro do Esporte, Orlando Silva, consiga se segurar no cargo até a reforma ministerial prevista para janeiro.

Isso porque a pasta de Silva, antes uma espécie de prêmio de consolação pelo seu pequeno poder de investimento, se tornou um posto cobiçado graças ao volume de recursos destinados à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

A impressão generalizada de siglas que gostariam de substituir Silva é que, caso ele caia agora, Dilma não terá outra opção a não ser substitui-lo por alguém do próprio PC do B, partido historicamente ligado ao PT e aliado de primeira hora em sua eleição.

Já se o ministro sair na reforma --algo que Dilma já cogita desde a formação do governo, e só não fez por conta da decisão do partido de fechar questão a favor da permanência de Silva--, os aliados comunistas poderiam ser realocados em outra pasta menos vistosa e proporcional à sua pequena estatura no Congresso.

A despeito da torcida, a avaliação dos aliados é que a situação de Silva não é boa. Ele esteve com Dilma na sexta-feira, logo antes da publicação da reportagem da revista "Veja" que trouxe a acusação de recebimento de propina por ele, e não teria sido claro com ela sobre o que estava prestes a estourar.

Além disso, Dilma está irritada com a quantidade de acusações em torno do Segundo Tempo, programa pivô do novo escândalo. Na volta de seu giro pela África Dilma deve se reunir com Silva e definir se ele fica ou não no cargo.

Escrito por Vera Magalhaes às 07h43

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